rewind

perdurar:

- É que eu tenho medo de tudo isso, sabe? De que tudo acabe, aos poucos, se transformando em uma coisa muito maior. Tenho medo de que esse amor vá de pouco em pouco me destruindo, ao invés de me iluminar. Não quero nada disso. Não quero que doa. Eu quero é que seja bonito, seja em paz. Mas acho que não existe amor em paz, só existe amor em guerra, amor em confusão, amor em conflito. Acho que nunca existiu amor tranquilo. Se for tranquilo, não é amor. É ilusão, paixão, ou algo menor desse tipo.
- Certo, te entendo, te medo de te perder, também, mas, ao mesmo tempo, tenho medo de perder-me em você. Tá tão longe, sabe? Mas tão perto. E toda vez que eu te olho, tenho vontade de morrer um pouquinho nos teus lábios, pra depois reviver no teu sorriso. 
- E eu tenho medo desse teu encanto doce. E de me tornar tão doce à ponto de ter cáries. E tenho tanto medo de ser feliz. Porque quando a gente está feliz, espera se manter dessa forma. E depois, quando fica triste e o sonho termina, a gente se decepciona muito, e fica tudo nublado, tudo escuro. E quando a gente tá triste, se a gente se manter triste, a gente sabe que vai sobreviver. E já se acostumou com a tristeza. Compreende?
- Sim, sim. Mas a felicidade pra mim é completamente inocente se comparada ao trapaceiro do amor. A gente sempre acha que pode controlar, que consegue lidar com isso, que consegue respirar fundo e seguir em frente, sozinho. Mas não. Tudo mentira. A gente depende das pessoas, o tempo todo, e sem saber. Só percebe quando perde. E daí vem o desespero. Desespero muito forte, mais forte que a tristeza normal, daí a gente pensa que não vai aguentar.
- Mas aguenta. Sempre aguenta. Acho que a gente não aguenta é viver feliz sem a presença do amor. Isso sim, é insuportável. Sei lá. Li, reli, treli essa frase por aí, e às vezes ela apareceu até mesmo na minha cabeça. “É melhor sofrer junto, do que ser feliz sozinho.” Penso nisso sempre. E queria que você fosse o meu companheiro de sofrimento e de lágrima. Sei lá. Acho que amo você.
- Já eu, tenho certeza de que eu… sou muito amado por você.
- Bobo.
- Sou bobo, mas você me ama.
- E até parece que você não.
- Eu não o quê? É claro que eu me amo, também. Quem não me amaria?
- E até parece que você não me ama.
- Eu te amo.
(Letícia Loureiro)

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- É que eu tenho medo de tudo isso, sabe? De que tudo acabe, aos poucos, se transformando em uma coisa muito maior. Tenho medo de que esse amor vá de pouco em pouco me destruindo, ao invés de me iluminar. Não quero nada disso. Não quero que doa. Eu quero é que seja bonito, seja em paz. Mas acho que não existe amor em paz, só existe amor em guerra, amor em confusão, amor em conflito. Acho que nunca existiu amor tranquilo. Se for tranquilo, não é amor. É ilusão, paixão, ou algo menor desse tipo.

- Certo, te entendo, te medo de te perder, também, mas, ao mesmo tempo, tenho medo de perder-me em você. Tá tão longe, sabe? Mas tão perto. E toda vez que eu te olho, tenho vontade de morrer um pouquinho nos teus lábios, pra depois reviver no teu sorriso. 

- E eu tenho medo desse teu encanto doce. E de me tornar tão doce à ponto de ter cáries. E tenho tanto medo de ser feliz. Porque quando a gente está feliz, espera se manter dessa forma. E depois, quando fica triste e o sonho termina, a gente se decepciona muito, e fica tudo nublado, tudo escuro. E quando a gente tá triste, se a gente se manter triste, a gente sabe que vai sobreviver. E já se acostumou com a tristeza. Compreende?

- Sim, sim. Mas a felicidade pra mim é completamente inocente se comparada ao trapaceiro do amor. A gente sempre acha que pode controlar, que consegue lidar com isso, que consegue respirar fundo e seguir em frente, sozinho. Mas não. Tudo mentira. A gente depende das pessoas, o tempo todo, e sem saber. Só percebe quando perde. E daí vem o desespero. Desespero muito forte, mais forte que a tristeza normal, daí a gente pensa que não vai aguentar.

- Mas aguenta. Sempre aguenta. Acho que a gente não aguenta é viver feliz sem a presença do amor. Isso sim, é insuportável. Sei lá. Li, reli, treli essa frase por aí, e às vezes ela apareceu até mesmo na minha cabeça. “É melhor sofrer junto, do que ser feliz sozinho.” Penso nisso sempre. E queria que você fosse o meu companheiro de sofrimento e de lágrima. Sei lá. Acho que amo você.

- Já eu, tenho certeza de que eu… sou muito amado por você.

- Bobo.

- Sou bobo, mas você me ama.

- E até parece que você não.

- Eu não o quê? É claro que eu me amo, também. Quem não me amaria?

- E até parece que você não me ama.

- Eu te amo.

(Letícia Loureiro)

+ 09.25.2011 / / via conotativa-deactivated20120217

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Só ele enxergou minha fraqueza e fez dela fonte de força. Só ele faz um carinho com a ponta dos dedos capaz de acender em mim chama de beijo de cinema. E com uma única mensagem, me sinto completa. Porque para ele não bastava ser o dono de todas as sensações boas que a vida é capaz de me dar. Não bastava conseguir apaziguar meu mau humor e fazer todos os meus medos de menina-mulher serem expostos sem medo algum para que ele os enxote. Não, ele ainda precisava me completar. Me faz sentir vontade de pedir para que ele, por favor, não deixe o mundo tão colorido assim porque senão jamais voltarei a me acostumar com o cinza quando ele for embora. Ele diz que nunca vai embora. E permanece. Nos meus dias, no meu peito, na minha vida. Ele visita meus sonhos todas as noites, ri do meu humor assassino no café da manhã e diz que fico linda de batom vermelho - me fazendo achar que realmente fico. Com ele descobri que ser eu mesma dói menos do que fingir que não choro assistindo filmes antigos e não penso todas as catástrofes do mundo enquanto tomo banho.
E por isso - por ele - escrevo mil textos de amor para tentar diminuir todo esse sentimento, apenas para tentar deixar de pensar nele um pouquinho que seja e poder algumas horas como alguém que não olha para o relógio de cinco em cinco minutos me perguntando se falta muito para ele chegar. Por ele escrevo clichê e não me sinto diminuída ou boba, porque o amor é clichê mesmo e nada mais importa quando se trata da ansiedade do meu peito quando ouço a campainha tocando e vejo quem é do outro lado da porta. Eu ouço músicas melosas, me imagino em livros de romance e dou risada da menininha exagerada do filme triste por não saber como é um amor como o meu. E nada mais nessa ou em outras vidas tem relevância além dele. Vivo assim - vivemos assim -, como diria Caio Fernando, cheios de nós, com esse nosso amor repleto de erros que nos fazem certos.(Gabriela Santarosa) 

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Só ele enxergou minha fraqueza e fez dela fonte de força. Só ele faz um carinho com a ponta dos dedos capaz de acender em mim chama de beijo de cinema. E com uma única mensagem, me sinto completa. Porque para ele não bastava ser o dono de todas as sensações boas que a vida é capaz de me dar. Não bastava conseguir apaziguar meu mau humor e fazer todos os meus medos de menina-mulher serem expostos sem medo algum para que ele os enxote. Não, ele ainda precisava me completar. Me faz sentir vontade de pedir para que ele, por favor, não deixe o mundo tão colorido assim porque senão jamais voltarei a me acostumar com o cinza quando ele for embora. Ele diz que nunca vai embora. E permanece. Nos meus dias, no meu peito, na minha vida. Ele visita meus sonhos todas as noites, ri do meu humor assassino no café da manhã e diz que fico linda de batom vermelho - me fazendo achar que realmente fico. Com ele descobri que ser eu mesma dói menos do que fingir que não choro assistindo filmes antigos e não penso todas as catástrofes do mundo enquanto tomo banho.

E por isso - por ele - escrevo mil textos de amor para tentar diminuir todo esse sentimento, apenas para tentar deixar de pensar nele um pouquinho que seja e poder algumas horas como alguém que não olha para o relógio de cinco em cinco minutos me perguntando se falta muito para ele chegar. Por ele escrevo clichê e não me sinto diminuída ou boba, porque o amor é clichê mesmo e nada mais importa quando se trata da ansiedade do meu peito quando ouço a campainha tocando e vejo quem é do outro lado da porta. Eu ouço músicas melosas, me imagino em livros de romance e dou risada da menininha exagerada do filme triste por não saber como é um amor como o meu. E nada mais nessa ou em outras vidas tem relevância além dele. Vivo assim - vivemos assim -, como diria Caio Fernando, cheios de nós, com esse nosso amor repleto de erros que nos fazem certos.
(Gabriela Santarosa

+ 09.25.2011 / / via conotativa-deactivated20120217, boanoitecinderela

Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?

Tati Bernardi

+ 08.23.2011

“Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!

Tati Bernardi.

+ 08.23.2011

"Sabe rir mole de bobeira? Sabe dançar idiota de alegria? Sabe dormir gemendo de saudade? Sabe tomar banho sorrindo para a sua pele? Sabe cantar bem alto para o mundo entender? Sabe se achar bonita mesmo de pijama e olheiras? Sabe ter ânsia de vômito segundos antes de vê-lo e ter fome de mundo segundos depois de abraçá-lo?"

— Tati Bernardi. (via anrcc)

(Source: cher-la-vie)

+ 08.23.2011 / / via tatibernardi, cher-la-vie

invisibleprince:

Algo dentro de mim grita por você. Pelo teu cheiro, pela tua voz, pelo teu carinho. Pelo teu abraço. Acho que não tenho mais controle sob mim. Só de ouvir seu nome, sua voz…Ou só falar de amor, minha boca tem de a sorrir. Mesmo sem motivo, mesmo contra minha vontade. Só de ver um casal, lembro de você…De nós dois, felizes, juntos. Só de ver duas crianças, lembro dos nomes que pensamos pros nossos filhos. Só de ver dois idosos, lembro de você, e eu. Pra sempre. Tudo me remete a você. Parece que toda música foi feita pra nós dois. Esse ciúmes me estrangula. Os outros não importam. E quando você fala, o resto do mundo se cala…O resto do meu mundo. — Você é meu mundo. Os outros não importam, quando eu só penso em você. Quando tudo me remete a você, quando tudo parece querer me dizer algo. Quando eu perco totalmente o controle sob mim pra você. Quando estou em suas mãos e pertenço a você. E quando estamos juntos, os outros não importam, amor. Eu, você e o som da nossa respiração. Mais ninguém. Ei, eu pertenço a você, promete que vai cuidar de mim? — Peter Klein (invisibleprince) for you.

invisibleprince:

Algo dentro de mim grita por você. Pelo teu cheiro, pela tua voz, pelo teu carinho. Pelo teu abraço. Acho que não tenho mais controle sob mim. Só de ouvir seu nome, sua voz…Ou só falar de amor, minha boca tem de a sorrir. Mesmo sem motivo, mesmo contra minha vontade. Só de ver um casal, lembro de você…De nós dois, felizes, juntos. Só de ver duas crianças, lembro dos nomes que pensamos pros nossos filhos. Só de ver dois idosos, lembro de você, e eu. Pra sempre. Tudo me remete a você. Parece que toda música foi feita pra nós dois. Esse ciúmes me estrangula. Os outros não importam. E quando você fala, o resto do mundo se cala…O resto do meu mundo. — Você é meu mundo. Os outros não importam, quando eu só penso em você. Quando tudo me remete a você, quando tudo parece querer me dizer algo. Quando eu perco totalmente o controle sob mim pra você. Quando estou em suas mãos e pertenço a você. E quando estamos juntos, os outros não importam, amor. Eu, você e o som da nossa respiração. Mais ninguém. Ei, eu pertenço a você, promete que vai cuidar de mim? — Peter Klein (invisibleprince) for you.

+ 08.20.2011 / / via cruelreality, invisibleprince


Minha idade? Ah, as vezes eu tenho 3 anos, as vezes eu tenho 16, as vezes eu penso como uma mulher de 20 ou tenho crises como uma menina de 2, eu não tenho idade fixa, eu tenho várias idades, entendeu agora? 

Minha idade? Ah, as vezes eu tenho 3 anos, as vezes eu tenho 16, as vezes eu penso como uma mulher de 20 ou tenho crises como uma menina de 2, eu não tenho idade fixa, eu tenho várias idades, entendeu agora? 

(Source: nada-perfeita)

+ 08.13.2011 / / via cruelreality, nada-perfeita

+ 08.13.2011 / / via keepalwaysdreaming, mapee


Ô minha filha, as suas dores não são as maiores  do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre  essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha  toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí  colorindo a vida. - Tati Bernardi

Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida. - Tati Bernardi

+ 08.13.2011 / / via cruelreality, caralho-porra-deactivated201201

“Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde seu sabor nunca mais poderia ser perdido.”

+ 08.08.2011

“As vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: Se eu nunca mais olhar pra homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?”

Tati Bernardi

+ 08.08.2011

“Sou como um livro: Há quem me interprete pela capa. Há quem me ame apenas por ela. Há quem viaje comigo. Há quem não me entenda. Há quem nunca tentou. Há quem sempre quis ler-me. Há quem nunca se interessou. Há quem leu e não gostou. Há quem leu e se apaixonou. Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. Há quem só perceba teoria e objetividade. Mas, tal como um livro, sempre trago algo de único… o melhor de mim.”

+ 08.03.2011

escolatroll:

Enviada por @helioalmeida,envie a sua também para delgax@gmail.com

escolatroll:

Enviada por @helioalmeida,envie a sua também para delgax@gmail.com

(Source: rafael-delgado)

+ 07.28.2011 / / via rafael-delgado


“O médico então lhe perguntou:
- Por que a pressa?e ele respondeu:- Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está em um asilo.E o médico comentou:- Que bacana! Então vocês matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!E o velhinho diz:- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença.O médico surpreso então pergunta:- Mas por que então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?E com um sorriso no rosto, o velhinho responde:-  Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a  tantos anos. Por isso todos os dias eu a reconquisto, como se cada  conquista fosse única e verdadeira. Este é o verdadeiro amor!”

O médico então lhe perguntou:

- Por que a pressa?
e ele respondeu:
- Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está em um asilo.
E o médico comentou:
- Que bacana! Então vocês matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!
E o velhinho diz:
- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença.
O médico surpreso então pergunta:
- Mas por que então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?
E com um sorriso no rosto, o velhinho responde:
- Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a tantos anos. Por isso todos os dias eu a reconquisto, como se cada conquista fosse única e verdadeira. Este é o verdadeiro amor!”

+ 07.21.2011

(Source: s2-amargurado)

+ 07.19.2011 / / via donadademi, s2-amargurado